Arquivo de Fevereiro, 2007|Página de arquivo mensal

:Zero Um

:Zero Um, a curta-metragem produzida pelos Zurras vai estar dia 13 de Março no Cine Clube de Olhão a abrir Little Miss Sunshine. Não esquecer que se encontra disponível para todos que a quiserem ver aqui.

3 livros e outros tantos discos a não perder

3 livros a não perder

Dias exemplares de Michael Cunningham é um romance que combina o passado, o presente e o futuro numa verdadeira encruzilhada mágica de palavras.

Em A nova Desordem Mundial de Tzvetan Todorov é tomada uma visão crítica e apartidária do mundo em que vivemos. Excelente para uma melhor compreensão da conjuntura mundial actual.

A Teoria do Céu de Immanuel Kant, publicada por alturas do bicentenário da sua morte é uma das obras mais impressionantes do filósofo de Könisgberg, na qual aborda a origem mecânica do universo reformulando por completo as teorias cosmológicas do século XVIII.

3 discos para ouvir mais uma vez

The Doors – The Best Of The Doors Special Edition, 2002. Mais uma compilação de algumas das melhores músicas de um grupo inesquecível, onde não faltam temas fantásticos como Light My Fire, Riders On The Storm ou Break On Through (to the other side).

Pink Floyd – Pulse, 1995. Uma das bandas mais marcantes do século XX, tem em Pulse um cd duplo, no qual para além de estarem reunidas todas as grandes músicas de Pink Floyd, está também a inédita Run Like Hell cantada propositadamente para esta compilação.

Metallica – Master of Puppets, 1986. É muito provável que esta seja a melhor banda de metal de sempre, e também é muito provável que este seja o seu melhor disco. Imperdível.

 

 

 

 

Porque às vezes são precisas palavras

“Um momento de perfeição valer-me-ia mais que toda uma vida de medianismo”

Porque às vezes não são precisas palavras

Resident Evil – Extinction

Como se há coisa que o pessoal gosta é de disparar uns balázios nos cornos de uns zombies e ver umas mulheres assim a modes que para o boas, não vamos deixar de ver o terceiro capítulo da série Resident Evil, desta vez apelidado de Extinction. Se querem ver o trailer, então cliquem aqui.

Aos gloriosos momentos da literatura portuguesa

“A Água” de Manuel Maria Barbosa du Bocage:

Meus senhores eu sou a água
que lava a cara, que lava os olhos
que lava a rata e os entrefolhos,
que lava a nabiça e os agriões
que lava a piça e os colhões
que lava as damas e o que está vago
pois lava as mamas e por onde cago.

Meus senhores aqui está a água

que rega a salsa e o rabanete
que lava a língua a quem faz minete
que lava o chibo mesmo da rasca
tira o cheiro a bacalhau da lasca
que bebe o homem que bebe o cão
que lava a cona e o berbigão

Meus senhores aqui está a água

que lava os olhos e os grelinhos
que lava a cona e os paninhos
que lava o sangue das grandes lutas
que lava sérias e lava putas
apaga o lume e o borralho
e que lava as guelras ao caralho

Meus senhores aqui está a água

que rega as rosas e os manjericos
que lava o bidé, lava penicos
tira mau cheiro das algibeiras
dá de beber às fressureiras
lava a tromba a qualquer fantoche e
lava a boca depois de um broche.